Já ouviram falar na Vespa Asiática?

Já ouviram falar na Vespa Asiática?

A Vespa Asiática ou também chamada de vespa das patas amarelas, é uma espécie originária da China.

Trata-se, essencialmente, de um predador de outras vespas e de abelhas, mas tal como a vespa europeia, também se alimenta de uma grande variedade de outros insetos.

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Como identificar se estamos perante este inseto?

Esta é uma vespa de grandes dimensões!

 

A cabeça é preta com face laranja/amarelada e o corpo é castanho-escuro ou preto aveludado, delimitado por uma faixa fina amarela com um único segmento abdominal amarelado-alaranjado, o que torna difícil de a confundir com qualquer outra espécie.

As asas são escuras e as patas castanhas com as extremidades amarelas originando a designação de vespa das patas amarelas. O seu tamanho varia de acordo com o alimento, o lugar e a temperatura, sendo contudo uma das maiores espécies de vespas.

A Vespa Asiática é uma espécie diurna, com um ciclo biológico anual, que apresenta a sua máxima atividade durante o verão, quando atacam em massa as colmeias. 

Este inseto, apesar de não trazer qualquer ameaça direta à saúde pública, tem um efeito negativo sobre a população de abelhas, devido às baixas produzidas pela predação direta sobre estas, e consequentemente, causando danos pela diminuição das atividades das abelhas.

Isto acaba por ter consequências diretas na menor produção de mel e produtos relacionados e, uma diminuição da polinização vegetal dada a importância das abelhas nesta importante função biológica.

Outros riscos que pode representar a presença da Vespa Asiática:

Para a produção agrícola: principalmente pelo efeito indireto pela diminuição da atividade polinizadora das abelhas. Além disso, pode ser afetada a produção frutícola, ao serem estas espécies vegetais fontes de carboidratos na dieta desses insetos em determinados momentos do seu ciclo biológico.

Para a segurança dos cidadãos: embora não sendo mais agressiva para o ser humano do que a vespa autóctone, reage de forma bastante agressiva às ameaças ao seu ninho; perante uma ameaça ou vibração a 5 metros, produz-se uma resposta de grupo que pode perseguir a fonte da ameaça durante cerca de 500 metros. Além disso, o grande tamanho que podem atingir os ninhos e em algumas ocasiões a sua localização em zonas urbanas ou peri-urbanas, podem resultar em medo por parte dos cidadãos.

Para o meio ambiente: é uma espécie exótica, predadora natural das abelhas e outros insetos, o que pode eventualmente originar a médio prazo impactos significativos na biodiversidade, em particular nas espécies de vespas nativas e nas populações de outros insetos. Como efeitos colaterais da diminuição da entomofauna autóctone, pode ocorrer uma menor polinização de espécies da vegetação natural ou cultivada.

Algumas Dicas para a Destruição dos Ninhos:

A aproximação ao ninho deve ser feita com equipamento de proteção individual adequado, do modo mais silencioso possível e preferencialmente, à noite.

Poderão ser utilizados vários métodos (isoladamente ou em conjunto) em função da localização, dimensão dos ninhos e atividade dos insetos, designadamente:

Incineração – pode ser realizada no local ou em locais próximos adequados, que envolvam o menor risco na manipulação do fogo.

Aplicação de inseticida – A aplicação do inseticida deverá ser feita com um pulverizador com varas extensíveis adaptadas, que permita manter uma certa distância ao ninho. Deverá ser usado o produto em quantidade e pressão adequadas para evitar a expansão do orifício de abertura do ninho ou o rompimento do mesmo.

Congelação – Os ninhos primários de pequeno tamanho podem ser destruídos também por congelação por um tempo superior a duas horas.

A vedação do orifício de entrada no ninho poderá ser feita com espuma de poliuretano para evitar a saída de vespas da colónia.

 

Atenção que

A destruição dos ninhos deverá ser efetuada preferencialmente por entidades habilitadas para o efeito, designadamente empresas especializadas em desinfestações.